O Ser Humano é contraditório

Diz contentar-se com pouco
Mas só o muito
Porque o pouco não lhe basta
Justificativas sobram
Ataques desembocam
Porque o louco se afasta
Só há o tempo curto!
Diz a debater-se o louco

A um muito
Ao outro o que sobrou
A si tudo, e mais o que faltará

Atônito.
O louco assiste o tempo passar
E as mudanças que formam o todo
Começam a se encaixar

O poder de possuir e a abundância
Trazem ao Homem a cegueira
O olhar cego, ensurdece a pureza
Fazendo-o mudo em sua tristeza

A cada qual que se encolhe
Ou cada mal que se escolhe
Outro levante se recolhe
Outro semblante não se molhe

Sobre o dom de desligar-se
Acalmando a alma
Repousando na calma
É o milagre de crer em renovar-se

A blindagem que protege da cegueira
É casca dura que começa a formar-se
Aí nada fura, nem pressa a bordar-se
Na “dissimulagem” que rege a coceira

 

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